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ENTREVISTA: FISCHETTI

ENTREVISTA: FISCHETTI

Um dos DJs tops do Brasil, Mario Fischetti fala à Naipe sobre eletrônica e carreira



Por Thiago Momm

05/08/10

O DJ Mário Fischetti gerou muitos braços levantados, namorada no cangote do namorado à la show de rock e até mesmo um sapateado na Pacha dia 31/07 (leia aqui a matéria). A empolgação foi resultado do seu set com pegada comercial mas nunca estridente. Em entrevsta à Naipe, Fischetti conta tocar quase uma vez a cada dois dias e diz que uma festa com 1,5 milhão de pessoas pode ser tão boa como uma com 150.

Quantas vezes aproximadamente você toca em um ano? Prepara quantos sets diferentes para isso?
Em média 170 Gigs por ano. Não preparo muitos sets diferentes, mas à medida que recebo novas tracks vou incorporando no meu set. A preferência fica para as que ainda não foram lançadas.

O que o influencia na hora de decidir um set? Apenas o perfil da casa ou há conversas a respeito disso com os donos?
Em geral quem me booka para tocar já tem uma idéia do que eu vou tocar, porém se eu toco em um clube com um perfíl mais underground, toco coisas mais vanguardistas ou experimentais.

Quando preparar sets mais comerciais e quando preparar menos?

Não gosto muito deste rótulo de comercial. O que seria uma música comercial? Call on me do Eric Prydz? Beautiful Life do Gui Boratto? Ok, as músicas caíram no gosto do público, todo mundo gosta e funciona para o clube e para o público. Se este for o conceito vou tocá-las, pois quem booka um artista também quer um resultado comercial positivo. Existem músicas que eu toco e músicas que eu não toco por uma questão de gosto pessoal, mas nunca por se tratar de algo comercial ou não.

Há improvisos a partir da reação do público?

Sim, sempre! Isso é muito legal porque você tem que trabalhar o fator surpresa.

A música eletrônica é muito forte em SC. Como você sente a reação do público daqui ao tocar?

É sem dúvida um dos melhores e mais privilegiados públicos do mundo em virtude dos ótimos clubes, festa e line-ups que hoje são apresentados na região.

Há casas em que a proposta da música não é mais importante que outros aspectos da festa – o público se liga menos em quem está nas pick-ups. Tocar em lugares assim é frustrante, é um desafio?
É aí que sua experiência ajuda, você tem que segurar a onda e atrair a atenção para você.

Você foi o 5º no ranking da revista DJ Sound, em 2008, e 3º no da House Mag, em 2009. Qual a importância de rankings assim para os DJs? Há a pretensão dos DJs nacionais em constar no famoso top 100 da DJ Mag?

Isso funciona como um termômetro do mercado e do que acontece em termos de repercussão. Quanto à pretensão de constar em uma lista como o Top 100 da DJMag, é uma consequência de um bom trabalho como nas listas nacionais. É o público quem decide!

Um produtor de Florianópolis falou que vivemos um excesso de house music. Você sente que a house pode ficar desgastada em breve e dar vez a uma outra grande vertente?
A house foi o começo de tudo, está aí desde a década de 80, com certeza vai continuar por muitos e muitos anos. Ela se renova a cada dia com novas referências, mas sempre com a mesma atitude house.

Quais festas foram memoráveis?

Já toquei para 1,5 milhões de pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, mas às vezes uma festa para 150 pessoas pode ser tão bacana quanto. Já tive noites memoráveis na Green Valley, algumas edições do Houseship e recentemente em um club de Goiania chamado Acqua e na Pacha Floripa, que por sinal ficou linda!

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