Utilidade de site para os livros é comparada à do Guitar Hero para a música
24/08/10
O estudante de Ciências da Computação da Unisul Marcos Passos é um empreendedor-prodígio. Aos 17 anos, teve uma grande sacada. Dois anos depois, já foi entrevistado pelo programa Pequenas Empresas Grandes Negócios e por Veja, IstoÉ e Exame. Tudo porque criou o site Bookess, sagaz mistura de editora com biblioteca virtual e rede social.
Foi direto do seu quarto no interior do Rio de Janeiro que Marcos lançou a ideia na internet. Um ano depois, investidores de Florianópolis se interessaram e ele se mudou pra cá. Hoje o site tem 3 mil obras e mais de 10 mil usuários. Segundo a revista de negócios HSM, o Bookess “realiza seu sonho de ser escritor, assim como o Guitar Hero o de ser músico”. O site permite que os internautas publiquem seus próprios livros para leitura e venda na web.
Tudo é pensado: a capa e os capítulos são montados com base nas escolhas dos autores, que definem quanto querem ganhar em direitos autorais - quanto maior for o valor, mais caro será o livro. Quando o autor atinge R$ 100 em direitos autorais é feito o depósito na conta dele.
Para os leitores, também é bom negócio. São possíveis degustações de mais de 3 mil livros antes de comprar. A leitura se aproxima do real: é possível folhear os livros e até usar um marcador de páginas. Além dos livros criados pelos autores registrados no site, há clássicos da literatura como O pequeno príncipe e Sonhos de uma noite de verão.
O insight empreendedor de Marcos para criar a Bookess aconteceu durante uma viagem à Bahia, em 2008. “Eu deixei o Fortaleza Digital, de Dan Brown, em casa e vi que sem o livro teria que comprar um novo. Foi então que percebi a lacuna no mercado”, conta.
Serelepe, serelepe.
| < Anterior | Próximo > |
|---|




