Máquina de escrever, esse objeto estranho para universitários atuais, ficou aberta à inspiração alheia
24/09/10
No meio do Ceart, na Udesc, havia uma máquina de escrever. Havia também uma balança, uma caneta nanquim e uma maçã – mas a caneta e a maçã foram roubadas.
A Estação Naipe, em exposição durante a Semana Ousada de Artes (leia mais aqui), foi montada pelo designer da Naipe Diogo Rinaldi que cursa sua segunda faculdade, Artes Visuais, na Udesc. Sua ideia foi misturar o velho e o novo da mesma forma que a revista mistura a velha e a nova Florianópolis.
A balança, daquelas antigonas, começou com algumas Naipe em um lado e acumulou objetos variados no outro: copo de café, pena, moedas, cartões, camisinhas. A intenção era que até o fim da Semana Ousada o lado dos cacarecos estivesse mais pesado que o das Naipes – demonstrando que a revista importa na vida do universitário, mas menos que as outras coisas do cotidiano somadas.
A ideia era muito bonita, mas os ataques cleptomanÃacos (beberam até nosso resto de café frio) fizeram o lado dos objetos esvaziar, a partir do que só sobraram revistas – que aà sim estavam lá para ser roubadas.
No espaço, houve também a oportunidade de usar uma máquina de escrever, esse objeto museológico em que 4 de cada 5 (dados fictÃcios, mas deve ser algo assim) universitários de hoje jamais puseram as patas.
Foram registradas algumas belas demonstrações da inspiração alheia na Remington. Veja abaixo.
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[abaixo da pergunta "Quais são seus planos para o finde?"]Â
– tcc
    kant
        goeth
           shelling
               ic
                  refletir os afetos
                        achar alguem pra foder, lógico!
– sacode a poeira
[no papel em branco]
– Esse tal de Carlos que a Naipe entrevistou é um chato de galochas: põe seu megafone no máximo e tortura a todos os que passam perto dele. Se eu fosse empresário jamais daria serviço para um cara desses.
– A internet não tá funcionando direito aqui...
– desce mais uma seu joão, gelada, por favor
– Vamos assistir uma peça
  Ousar os afetos
– De quem é esse trabalho?
– A saga do papel em branco
 Cadê o enter?!?!?!
– pega num romance ruim
– todo mundo nu.
– aqui hetero está em extinção
– oooh ooooh oh oh pega num romance ruim.
– ana
 maniac
 maniac
 maniac
 maniac
 maniac
 maniac
– o amor machuca mas é bom
– quem anda de avião ou carro não sabe o que é o universo paralelo dos terminais e rodoviárias da vida. profeta z.Â
– Twiggy, te mando estas palavras como expressão mais pura dos meus sentimentos.
[Twiggy Lawson era uma modelo inglesa do final dos anos 60; não se sabe se a mensagem é para ela)
– Divirta-se
– obrigada!
– kkkkkkkkkkkk
– hehehehehehe
– :) e :(
– if you're feeling sinister go off and see a minister. he'll try in vain to take away the pain of being a hopeless unbeliever.
– (!)Â
– lalaolalalalalaÂ
– Constante causa e consequência de ponta-cabeça
– sermelancólico
– melancolia
   chua   chua
       chua
                     chua
cha de cogumelo
hah h a ha ha
– miss glitter digitou aqui
– I'm so annoyed; today is rainy and grey
 and if the rain stops I'll be so glad.
– isso é arte
– o andré é um jacaré
– hey Apple!
– Racoon City
    Save game
Â
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