"Quem não pula quer tarifa", entoam os manifestantes, mesmo estando no selim 
25/02/2011
Por Rosielle Machado, com fotos de Jerônimo Rubim
Às 17h30, havia 14 pessoas, nove bicicletas, um skate e três cachorros.
A 1ª Bicicletada Contra a Tarifa, no fim de tarde da última quinta-feira (24), começou acanhada mas saiu. Às 18h30, pouco mais de 20 pessoas pedalaram da Concha Acústica da UFSC em direção à Avenida Lauro Linhares, na Trindade, aos gritos de “Se a tarifa não baixar / olê olê olá” e "Quem não pula quer tarifa" - grito clássico dos movimentos mas algo estranho ontem, quando a maioria estava de bicicleta.
Mesmo poucos, os bicicleteiros causaram. Escoltados por policiais, pararam o trânsito no sentido Trindade-Centro e cumpriram o objetivo do protesto sobre duas rodas: estavam chamando a atenção para o possível aumento de 19 centavos na passagem de ônibus em Florianópolis, previsto para abril.
A passagem que hoje custa R$ 2,95 pode chegar a R$ 3,14. Para quem pega quatro ônibus diários de segunda a sexta, lá se vão mais R$ 17, aproximadamente, por mês. Em Buenos Aires, por exemplo, tanto a passagem de ônibus como a de metrô custam menos de R$ 0,50.
Enquanto isso, no bar
Alheios à manifestação, nada abalados pela fila na Lauro Linhares, três amigos bebiam num bar à beira da rua. A Naipe fez questão de estourar a bolha da hora feliz para perguntar: "E aí?"
"Eu acho um absurdo o aumento da tarifa, mas se eu estivesse nessa fila estaria puto", ponderou o designer João Costa, que não anda de ônibus. Para ele, pelos R$ 2,95 cobrados não vale a pena esperar no ponto, pegar fila, ficar suado. Já R$ 3,14, ele pagaria apenas por um ônibus “tipo o amarelinho, mas que fosse mais rápido e não tão atochado de gente”.
Próximo passo
A bicicletada foi apenas o começo do começo do começo do começo, avisam os organizadores. O objetivo é que as manifestações tomem as mesmas proporções do ano passado, quando chegaram a ter 3 mil participantes.
A data das próximas atividades contra o aumento ainda estão sendo definidas. No sábado (26/02), às 15h, a Frente de Luta pelo Transporte Público se reunirá no CCE da UFSC para discutir o que vem por aí. A programação carnavalesca já está decidida: depois da reunião de sábado acontece o primeiro ensaio do bloco de carnaval “Bonde dos Catraqueiros”.
Isso aí, um bloco de funk contra a tarifa.
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Confira fotos da bicicletada.
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