All stars, botas de bico fino, dreads, estampas de oncinha, boinas e bonés se misturam em happy hour
Equipe Naipe
12/08/10
Às 23h, o happy hour do CSE, na UFSC, até acha que engana. Comportados, todos escutam a música ao vivo com latinhas de cerveja nas mãos. Surge um coral de Stand by me, braços se levantam. É só quando começa a música eletrônica que as más intenções se revelam. “O CSE é o El Divinooo”, grita alguém.
De vez em quando, parece El Divino mesmo. Só que com cachorros se perdendo entre as pessoas, churrasquinho de gato e variedade de público muito maior. Há de tudo: all stars, botas de bico fino, dreadlocks, tênis skatistas, estampas de oncinha, boinas, óculos de acetato, meias arrastão, bonés de aba reta.
O primeiro a suar foi um cara empolgado de blusa vermelha, que engatou um flashdance assim que o DJ começou a tocar eletrônica na pista de dança improvisada na lanchonete Assim Assado. Ele e mais quatro amigos dançavam como se não houvesse quinta-feira no dia seguinte. Em uma roda próxima, uma garota entra no meio de outra roda e começa uma dança à la Lady Gaga.
Alheias a isso, muitas pessoas ficam lá fora, no pátio, em rodinhas. Enquanto um casal dança forró imaginário, um estudante segura um megafone - não sabe bem por que. “Eu tinha em casa, resolvi trazer”, e começa a anunciar: “Tem uma repórter aqui do meu lado que quer saber porque eu trouxe o megafone”. Logo depois, mostra a identidade para provar que se chama Ken, como o marido da Barbie.
Afastado, um grupo divide um isopor com cervejas. Não estudam na UFSC, mas sempre vão aos happy hours, que são gratuitos. “Tem gente bonita, elegante e sincera, cerveja barata, dá pra ir embora cedo”, diz Aguilar Junior. Entre a pequena multidão que se aglomera no CSE, há muita gente que nem estuda na universidade mas aproveita a vibe do negócio: “Não estudo aqui, não, tô aqui só curtindo, só curtindo!”, diz, entre faceiro e disperso, outro rapaz.
Onze seguranças de terno perambulam para evitar problemas que não acontecem. O pessoal está sossegado. A Naipe pergunta se é sempre assim e o segurança responde que é uma festa tranquila, meia-noite já acaba. Obviamente, foi enganado por alguém. À 1h30, pouca gente parece querer ir embora.
As latas de cerveja se acumulam nos arbustos, no chão, em qualquer lugar. Alguém enfeitou uma árvore com latinhas de energético. Imagina-se o estado que amanhece o CSE no dia seguinte. Difícil pensar que, pela manhã, o Assim Assado não terá mais aquele chão grudento e poderá voltar a ser a inocente lanchonete onde se compra o café que cura a noitada.
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Veja fotos serelepes da noite.
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Comentários
Sou Rafael Brichet de Almeida Brito, Coordenador de Ensino Pesquisa e Extensão (uma das coordenadorias do CAAD). CAAD é o Centro Acadêmico de Administração, integrante dos Centros Acadêmicos que promoveram esse Happy Hour.
A Matéria foi excelente, só existe um porém, quem fica para Limpar o lugar é sempre alguém dos centros acadêmicos. Nós contratamos gente para fazer a Limpeza e ficamos até que esteja tudo limpo e organizado.
Obrigado pela matéria, é bom ver que agrada as pessoas, fazemos por este exato motivo, integrar, daí o nome de nossa recepção ser Recepção Integrada CSE/CCJ.
Att.
Rafael Brichet de Almeida Brito
P.S.: Se quiserem contato para poderem realizar reportagens em festas maiores ou outros eventos procurem-me no CAAD, ele fica no Anexo 1 do CSE.
Abração para equipe Naipe pela otima matéria!
Dj Alex Oliveira.
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