Motivos da festa - usar branco e lançar reveillon do P12 - não se traduziram em pegada blasé
29/08/10
Parecia noite de ladies free. O El Divino com o DJ Gui Boratto comandando o som, no último sábado, no mínimo amenizou os argumentos de quem julga o clube blasé.
"Amanhã tô expulso do trabalho, minha mulher vai dar o fora, mas eu tô aqui!", alucinava-se um sujeito de 30 e poucos anos empolgado com a noite. "Vou acender um sinalizador, me fotografa acendendo", pedia esbaforidamente à Naipe, copo de qualquer coisa alcoólica com energético na mão. No banheiro agora com caixas de som em alto volume no teto, outro sujeito entoava um refrão de Gui Boratto de dentro de uma das quatro casinhas.
Era uma "white party" e também lançamento do "Reveillon Premium" do P12, parador de praia de Jurerê Internacional. Ambos sinais de que a noite poderia ser regada à excesso de discrição, os pés sendo enfiados nas jacas só do caixa de pagamento da saída pra fora. Ledo engano. "Vai dar um rolé, maluco!", irritou-se um tampinha carioca com a Naipe. O motivo: duas morenas se beijavam efusivamente no meio da pista e ele queria participar; a presença da Naipe, com máquina fotográfica e tal, poderia atrapalhar sua traquinagem e o campo de força que queria criar. "Vaza, maluco!", continuou, e no que se ocupava da reportagem alguém sumiu com uma das morenas.
A própria Naipe foi assediada algumas vezes. O simples entregar do cartão do revistanaipe.com gerava papinhos femininos moles. A ladinagem estava no ar. As meninas com vestidos de cintura alta (estilo secretária de conto erótico, essa estranha moda que hoje assola as baladas) estavam mais objetivas que nunca.
A presença de Gui Boratto gerou mais reverência que danças. Mais ou menos cem pessoas próximas da cabine fixaram os olhos nos detalhes do seu trabalho muito tempo. A cada poucos minutos vinham coros de aprovação feminina do seu som. Um chato quase colado no mixer acompanhou Boratto com baquetas imaginárias e gritos constantes de "Vai, Gui!". Essa efusão, no entanto, não se irradiou pelo ambiente todo. Considerado em alguns rankings o melhor produtor e DJ atual do Brasil, Gui Boratto tem diversas músicas low profile, e low profile, mais viajando que sacolejando, muita gente se manteve por um tempo.
Isso até a entrada do DJ Ely Yabu. Com baquetas de verdade, mais úteis que as imaginárias do chato, ele mandou bala no live percussion e apelou para alguns hits mais comerciais. A iluminação do El Divino ficou frenética e, mesmo sendo quase 5h, o público ensandeceu. Nisso, uma das meninas que jogou um papinho mole pra Naipe já beijava o quarto sujeito - só pelo que a reportagem viu.
Veja fotos da noite:
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