"Hay que tocar un rock!", lamentava argentino diante das músicas de festival junto ao trote

Da equipe Naipe
29/08/11
Para o que se espera de um festerê aglutinador da UFSC, o Trote Integrado não decolou. Nada como no semestre passado.
Nenhum demérito da organização, que se mobilizou bravamente. Foi a chuvinha medonha que caiu desde manhã, no sábado, que semeou a dúvida: será? É claro que sem o maldito céu plúmbeo a festa seria outra. Mas vivemos em Chuvópolis, as nuvens desaguaram até mais ou menos 19h e muita gente ficou com aquele humor de meia molhada.
Deu festa, sim. Comecinho de noite estavam lá o cheiro de churrasco, o house nos porta-malas abertos e as filas nos banheiros químicos azuis. Centenas de cabeças se viravam para o palco do II Festival de Música da UFSC - que já estava marcado e foi inevitavelmente unificado ao trote.
A Naipe é entusiasta da canção autoral, como se pode atestar em recente matéria dos nossos designers sobre o excesso de covers na ilha. Num trote, porém, a pegada meio Maria Bethânia de algumas músicas foi um pouco alienígena.
Pelo menos era o que se deduzia da falta de gente pulando abraçada. E de dois intercambistas argentinos com expressão desalentada.
- Es una fiesta joven. Hay que tocar un rock! - suspirou um deles para a reportagem.
Contrastando com as conversas mornas em geral, uma rapaziada resgatou o Bloco dos Sujos com meio ano de atraso e, empolgada, circulou vestida de mulher. Um japonês com blusa de oncinha e seu amigo gigante vestido de noiva estavam particularmente empolgados.
- A gente faz Fapone: Faculdade de porra nenhuma - explicou o grandão de noiva.
Manguaçada paralela
Vendo que o fósforo riscado na caixa úmida não acendia, a Naipe foi até a Arquitetura acompanhar uma manguaçada paralela. Não havia mais do que 20 cabeças, mas o pandemônio estava instalado - e os poucos calouros que ali passaram, esses sim apreenderam o enlevo a que pode chegar uma boa bagunça universitária.
Uma menina ria espalhada em cima da mesa de sinuca; o cubo de som mais estourado do mundo grunhia Take me out, do Franz Ferdinand; dois alunos segurando um cano desafiavam os bêbados a passarem por baixo, a partir do que alguns caíam, se empilhavam. Uma cachaça do Meu escritório apareceu e evaporou em minutos, duas veteranas de saia rolaram pelo chão, as pessoas falavam alto juntas sem perceber que não formavam diálogos.
Massa.
Mais tarde, no que a Naipe voltou para o Trote Integrado, Guilherme Ribeiro garantia um sacolejo maior com hits diversos, incluindo alguns do John Bala Jones. Às 22h e pouco, no entanto, por causa da lei do silêncio para o horário, o som morreu.
Perto das 23h, a praça da reitoria não era mais que inúmeros bolos de pessoas conversando à meia-luz. Mas calouros, animai-vos: há muita anarquia à espera de vocês.
_____
Veja fotos.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| < Anterior | Próximo > |
|---|





Comentários
Assine o RSS dos comentários