Festa da Produção da UFSC tem de promessas de temakis gratuitos a cabeludo elogiando João Vitor e Branco

Da equipe Naipe
05/09/11
"Ele é meu hipopótamo de estimação."
Com essa frase medonha de um amigo falando do outro foi dada a largada para a cobertura Naipe. A festa: Original para Bohemios, da Engenharia de Produção da UFSC, no último sábado no Venice Hall - espaço de shows próximo de Canasvieiras que abrigará, no próximo sábado, a Insanitária.
O comentário do hipopótamo veio no banheiro. E foi o banheiro, como de costume, o grande termômetro da noite. Houve um sushiman pedindo foto e oferecendo, em troca, temaki de graça para a Naipe ("coloco menos arroz pra ti"); houve a tradicional invasão-fetiche feminina às casinhas masculinas (uma delas às 2h38, segundo nosso bloquinho de anotações), ainda com tempo para abraços diante da pia (ver fotos); também houve muita mulher furando fila, no próprio banheiro delas, alegando só querer ir ao espelho - mas no final correndo para os vasos.
Ética e balada não se misturam tão bem quanto vodca e energético: também tinha gente jogando seus combos de bebida no chão, quando sentia que eles tinham esquentado. Próximo do bar, minipoças se formaram. A festa era open bar.
Mas isso não teve a ver com a organização, que garantiu uma madrugada supimpa. A Naipe foi recebida com Killing in the name tocado ao vivo. As pessoas estavam gregárias, engraçadas, de boa. A coisa realmente fluiu. A ocupação não estava exagerada, andava-se fácil. Uma vibe muito boa, como atestam depoimentos emocionados no Facebook hoje ("salvou meu final de semana", diz uma moça).
A Naipe não quer arranjar rolo com sua linda namorada, mas outro ponto alto da madrugada foi termos avistado um rosto feminino de deixar a Natalie Portman repensando sua condição de beldade. A menina está dançando à direita de dois machos abestalhados em uma das fotos abaixo.
Noite adentro o som passou claro, para sertanejo universitário. "Um beijo vale mais que mil palavras / um toque é bem mais que poesia", dizia o som de Luan Santana tocado pela dupla florianopolitana João Vitor e Branco. "Se quer fidelidade compre um cachorro", dizia outra letra, apagando o sentimentalismo da anterior. A dupla sertanejo-manezinha mandava bala e Daniel, 25 anos, estudante de Computação e cabeludo que nos anos 90 você veria com uma camiseta do Megadeth, mexia a cabeça roqueiramente e chacoalhava os cachos para acompanhar o som da dupla.
- Tu tá de sacanagem.
- Não tô. Sertanejo é show de bola.
E sorriu.
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Veja fotos da Original para Bohemios.
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