Nível alcoólico foi na medida para garantir tranquilidade e desafios ao equilíbrio no touro

Da equipe Naipe
10/10/11
Uma tortuosa estrada de paralelepípedos leva ao Praia Mole Eco Village. Sorte das meninas que aderiram ao espírito de arena e trocaram o salto alto por botas de caubói.
Aliás, graças a elas e aos empolgados de chapéu de vaqueiro, o clima de tourada realmente reinava no ar. Fora isso, a mistura de estilos musicais (com direito a pot-pourri da Xuxa), a empolgação alcoólica e a pegação generalizada remetiam à de outras festas universitárias. Lindo.
Em meio às árvores e com vista pra Lagoa da Conceição, o local caiu bem em um agradável fim de tarde de primavera. Talvez os bêbados não concordem – as rampas que ligavam os diferentes níveis do lugar se transformaram em pista de boliche quando se pisava nelas.
A festa não era open bar e uma vibe tranquila tomou conta da pista. Tinha espaço pra dançar agarradinho, pra fazer coreografias ensaiadas, pra ficar de boa com os amigos. De repente, um dos organizadores sobe no palco:
- Pessoal da Mecânica, faz barulho que a festa é nossa!
Alguns gritos, muitas vaias.
- Tem mais gente aqui? Então faz barulho Choppada da Esag, Insanitária, Linguição, Patoloko!!
Muitos gritos e uma sugestão: “Biblioteconomia!”.
- Biblioteconomia? E eles lá têm festa? Ah, um grito pra eles então.
A Naipe averiguou e descobriu que o que os futuros biblioteconomistas têm é um churrasco na casa dos amigos. Quem sabe não cobrimos um dia?
Com a chegada da noite o funk agitou e o touro mecânico começou a esquentar. De início tímidas, as meninas largavam as cervejas e subiam no brinquedo raivoso. A queda vinha alguns gritos depois, no que elas levantavam e entravam na fila de novo. Uma de vestido não quis abrir as pernas e tentou se equilibrar de joelhos. Durou três segundos.
O rapaz que controlava o animal calculou que a média de tempo estava sendo de dez segundos, valor inferior ao normal de 13 a 15. “É que tá todo mundo meio bêbado”, disse pra Naipe, como se contasse um segredo.
Mais difícil do que se manter lá em cima era acertar qual era a frente do touro - já que ele não tinha cabeça. “Do outro lado”, avisava o rapaz pacientemente todas as vezes que alguém ameaçava subir.
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Confira fotos da noite.
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