Da equipe Naipe*
O Sushi Roots da Barra da Lagoa tem um combinado incomum. Não de sashimis, nigiris, uramakis e kapamakis, mas de sossego, vista para a Lagoa da Conceição, preço um pouco abaixo do mercado, boa comida e digestão no deque observando as estrelas.
O apelo é tão óbvio que a casa se anunciou pouco em dois anos e meio – uma propaganda no Warung Waves, programa da rádio Atlântida, e ficou por isso. O resto foi boca-a-boca. Foi boca-no-ouvidinho para ganhar pontos com aquela gata que ainda não conhecia um lugar tão legal, afastado, naïf. A Naipe pede desculpas por espalhar o segredo.
O Sushi Roots não se trombeteia muito porque nem pode atender muita gente. Na parte interna cabem cerca de 30 pessoas, e na descoberta também. Com 40 clientes o lugar já parece abarrotado. O público tende a atingir esse número nas quintas, um dos dias de festival de sushi e sashimi liberados. Ou outros são domingo e segunda. Para ter aquele sossego, vá na terça.
A saquerinha de morango (R$ 10) e o combinado “Sushi Sashimi Simples” (44 peças por R$ 50) são boas pedidas. Os temakis, mesmo saborosos, são superados por um ou outro na cidade. No começo, o festival custava R$ 25 para mulheres e R$ 30 para homens; hoje, R$ 32 e R$ 42. “Aí o pessoal já tinha se tornado cliente”, protesta sorrindo Alisson, um antigo frequentador.
O Sushi Roots se chama assim porque foi aberto num lugar roots – um canto da marina da Barra. Construído o acesso e ganha a clientela, o adjetivo faz menos sentido. Com o retorno, outra unidade foi aberta na Lagoa, mas ela simplesmente não tem o mesmo apelo.
Faro de perdigueiroNão houve uma “pesquisa de mercado elaboradíssima”, mas houve um faro de perdigueiro na decisão do estudante Felipe, da Administração da UFSC, de abrir o Centro Social da Cerveja.
O bar fica em uma das principais saídas da universidade. Felipe reuniu os também alunos da Administração Alex, Lucas e Sérgio e eles compraram o ponto. Um fluxo ininterrupto de estudantes passa por lá, e onde no meio do caminho havia uma esquecida hamburgueria hoje rolam muvucados happy hours. O bar lota com 120 clientes sentados e mais um punhado em pé, o que já vem acontecendo quintas, sextas e sábados.
O Centro Social da Cerveja abriu 15 de junho. A ideia foi aproveitar os jogos do Brasil na Copa, e até sermos eliminados pelos holandeses a coisa funcionou: primeiro jogo, depois banda. O furdunço garantiu mais de 10 horas de movimento nesses dias – e vários copos quebrados no primeiro jogo. “Depois usamos de plástico pra aguentar a raça”, conta Sérgio.
O cardápio tem Brahma, Skol e Antartica litrão por R$ 4,50, long necks Eisenbahn a R$ 6,50 e muitas outras. Para quem estiver mal intencionado, uma garrafa de Smirnoff custa R$ 50, metade do preço cobrado por casas noturnas.
Após o fim da Copa o Centro Social passou a alternar samba-rock e forró universitário aos domingos. Sérgio, que como seus sócios nunca tinha tido um negócio, diz que os bares, em Florianópolis, falham “no atendimento, na educação”. Se o garçom não te tratar com carinho chame Sérgio, e não funcionando, chame a Naipe.
Vai lá: O Sushi Roots da Barra da Lagoa, em Florianópolis, fica na Servidão dos Coroas, 41; sushiroots.com.br; o Centro Social da Cerveja fica na avenida César Seara, número 1, na Carvoeira.
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*Esta matéria reúne dois textos (Sushi, sashimi, sake, vibe e Faro de perdigueiro) da seção Botecos & bocadas, da Naipe 2; para ler a revista online, clique na sua capa à direita desta página
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